Tendências de marketing digital para 2019 que você não deve ignorar

Estar atualizado quanto às melhores práticas de marketing digital é basicamente uma premissa dos profissionais que trabalham na área. 2019 já chegou e você não pode deixar de analisar as tendências e estratégias que prometem estruturar o trabalho dos profissionais de comunicação neste ano.


O seu planejamento estrtégico já está pronto?

Com certeza, se você veio até esse texto por trabalhar com marketing digital, a essa altura, já deve ter pronto um planejamento estratégico para 2019, não é mesmo?


Independentemente de você já ter suas ações planejadas para 2019 é sempre importante, pelo menos, estar por dentro daquilo que é considerado como sendo as melhores e mais assertivas práticas adotadas pelo mercado. Para te ajudar com essa missão, separei aquelas em que eu e a equipe de profissionais da Agência W2M mais apostamos. Vamos ver?

1. Personalização por meio de dados


Quem não gosta de se sentir especial, não é mesmo? Rafael Russo, Head de Performance, Data & Measurement, do Google Brasil apontou que, “com as experiências digitais mudando cada vez mais rápido, e com clientes mais e mais exigentes, manter relacionamentos digitais é um desafio e tanto”. E é mesmo!


E é aí que os dados podem ajudar. A partir da compilação deles, você tem condições de tornar sua publicidade personalizada e, impactar assim, seus clientes e potenciais clientes de uma forma mais assertiva.


Quer um exemplo prático? Sabe aqueles e-mails que você obteve no seu último webinar? Então, veja quais foram as perguntas feitas pelos donos dos endereços eletrônicos e mande um e-mail com conteúdo relacionado.


Algo assim: “Olá, fulano. Notamos que no nosso webinar de ontem à noite você tinha muitas dúvidas sobre tal assunto. Por isso, te encaminhamos esse e-book com x dicas sobre. Espero que você aproveite”. Nem preciso comentar o verdadeiro efeito uau de uma ação assim, não é mesmo?



2. Marketing de influência: aposte nas campanhas com microinfluenciadores


Não é novidade que as marcas vem apostando menos em grandes influenciadores digitais, com centenas de milhares de seguidores, e mais em microinfluenciadores.


A Airstrip Group, empresa de tecnologia e mineração de dados provenientes das redes sociais e detentores da plataforma Airfluencers, realizou um estudo a partir de sua base de mais de 1.1 milhão de perfis monitorados, que explica como posts contribuem para o marketing de influência.


A verdade é que entender exatamente quem são os micros e macroinfluenciadores e como eles são relevantes na estratégia de comunicação das empresas é o diferencial para o sucesso das marcas.


O levantamento realizado pelo grupo mostra que perfis com base de seguidores de até 20k são os que mais geram conteúdo, sendo responsáveis 66% dos mesmos. Outros 24% estão nas mãos de quem tem entre 20k e 100k seguidores. Ou seja, 86% do conteúdo analisado foi gerado por perfis com base de audiência menor de 100k. Influenciadores com mais de 1 milhão de seguidores geram apenas 2% dos posts.


https://airfluencers.com/

Além de analisar o volume de posts, o estudo identificou ainda a queda de interesse do público em postagens pagas.


No Instagram, por exemplo, perfis com mais de um milhão de seguidores tiveram uma queda de 47,3% de engajamento em publicações identificadas como patrocinadas por marcas através do uso de hashtags como #ad, #publi #publipost, entre outras. Já nos perfis entre 20k e 100k, os posts tiveram apenas 24,7% a menos de comentários e curtidas. No Facebook, essa queda se deu em 35,8% e 21,6% para os mesmos grupos.


3. Inteligência artificial


Outra mega tendência que já está presente e deve se intensificar é a do aprendizado de máquina e inteligência artificial com o intuito de envolver, persuadir e atender clientes.


De acordo com informações do blog Inteligência Rock Content, a inteligência artificial está de fato começando a cumprir sua promessa e evoluiu para o estágio em que as marcas estão desenvolvendo bots que dão verdadeira assistência ao consumidor, mas, há ainda muitas outras opções de uso a serem consideradas.


Contudo, para uma marca aplicar essa estratégia de maneira eficaz é preciso que toda a empresa esteja envolvida em um novo processo operacional e digital. Transformação Digital que fala, né?


4. Video Marketing


Com certeza, a essa altura do campeonato você já identificou que o conteúdo em vídeo é o tipo favorito dos internautas. O vídeo está dominado a web – um fenômeno já anunciado anos atrás em uma pesquisa da Cisco que previu que o vídeo representaria 80% de todo o tráfego da Internet até 2019.


Dados da ComScore, citam que 91% dos internautas consomem vídeos. Colocando esses dados em perspectiva: uma pessoa levaria 5 milhões de anos para ver a quantidade de vídeo que vai atravessar a rede em um único mês de 2019.


E tem mais, segundo o Google, 24% das pessoas no Brasil assistem mais vídeos na internet do que na própria televisão.


Bem, estamos (praticamente) em 2019 e a prova de que o vídeo é o rei da internet é que, tanto na buscas do Google, quanto nas buscas no Facebook, os primeiros resultados que aparecem nas plataformas são de conteúdos em vídeo. Por que? Por que ambas as mídias digitais entenderam que essa é a preferência de consumo dos usuários.


Então, se o que você deseja é que seu conteúdo seja consumido, está esperando o que para iniciar sua estratégia de video marketing?


5. Buscas por voz


Dados compilados pela ComScore apontam que até 2020, pelo menos metade de todas as buscas feitas na internet serão executadas via comandos de voz. Isso exige uma mudança de paradigma: em vez de conteúdos criados “para SEO”, cada vez mais teremos a necessidade de produções voltadas para atender as demandas de quem faz buscas utilizando comandos sonoros.


Ainda não está claro quais os critérios que os buscadores, em especial o Google utiliza para ranquear os resultados nas consultas por meio da voz. Mas, você sabe o que dizem: adapte-se ou morra. Melhor não correr esse risco.


6. Mapeamento da jornada do consumidor e micro-momentos


O mobile fragmentou a jornada do consumidor e mudou para sempre a forma como o público se relaciona com as marcas. É preciso estar presente nos momentos certos para influenciar as decisões de compra e as preferências da audiência.


O presidente do Google para as Américas, Allan Thygesen, relata neste post, publicado em outubro deste ano, como os momentos ricos em intenção estão mudando a forma do funil do marketing, que até então era conhecido por ser dividido em três momentos: atração, consideração e aquisição/decisão de compra.


“Esse modelo não se aplica às jornadas do consumidor de hoje. Nos últimos seis meses, o Google analisou milhares de dados extraídos da sequência de cliques de usuários, a partir de informações fornecidas voluntariamente a uma empresa terceira. Vimos que nenhuma jornada é igual à outra, e que, na verdade, a maioria delas não se parece nada com um funil. Elas são como pirâmides, diamantes, ampulhetas, e muito mais”, explica.


Os atuais consumidores preferem se relacionar com marcas que sejam relevantes, úteis e pessoais. As pessoas querem assistência, e as marcas que oferecem isso são aquelas que vão vencer no fim.


As intenções de compra estão mesmo por todo lugar. Elas são sinalizadas sempre que as pessoas buscam assistência no digital. O desafio consiste em conhecer os seus clientes - conhecê-los de verdade - para então prever essas intenções. O machine learning é chave para isso. Sem ele, é impossível segmentar o público e encontrar os clientes certos com eficiência.


7. Realidade aumentada e realidade virtual


Se você observar, essa são tendências que já vem se impondo há alguns anos. Um sinal disso é que praticamente todas as fabricantes de smartphones decidiram incluir em 2018 em seus produtos, ferramentas capazes de adicionar mais interatividade aos conteúdos.


As grandes marcas têm sido as primeiras a mostrar seu interesse na realidade virtual em campanhas de marketing. Na verdade, o fato delas possuírem maior capacidade de investimento é o que conta bastante nesse pioneirismo, uma vez que a produção deste tipo de conteúdo ainda não é tão acessível.


Case da Volvo


Graças ao aplicativo Volvo Reality, os consumidores podem fazer um test drive no SUV de luxo Volvo XC90 sem sair do conforto de suas casas. Esse é considerado o primeiro test drive totalmente imersivo, que precisa apenas de um smartphone e um Google Cardboard de papelão para acontecer. O app combina imagens do interior do veículo com filmagens do trecho de uma estrada em Vancouver, no Canadá, o que permite ao utilizador simular uma pequena viagem como se realmente estivesse dentro do carro. O Volvo Reality é gratuito e está disponível para download na App Store e na Google Play.


As tendências de realidade virtual e aumentada devem ter seu alcance ampliados nos próximos anos em razão do grande número de desenvolvedores que trabalham nesse campo.


8. Muita atenção ao Content Shock


O Content Shock, traduzido de forma literal para o português como “embate de conteúdo”, resume-se à tendência de que a produção de conteúdo cresce em uma velocidade maior do que a capacidade de as pessoas consumirem esse conteúdo. O termo se tornou famoso a partir de um artigo de 2014 do autor Mark Schaefer.


Em outras palavras, o que ocorre é que o volume de leitura e engajamento com as publicações não acompanha o volume de produção.


Como resultado, levando em conta a enorme quantidade de conteúdo disponível na internet e que empresas apostam cada vez mais em marketing de conteúdo, a tendência é de que o content shock ficará ainda mais forte em 2019.


Ao analisar essa premissa nos deparamos com a seguinte questão: com o conteúdo sendo produzido em massa e imaginando que o seu consumo será mantido no mesmo nível que o atual, o resultado, então, será um marketing de conteúdo cada vez menos eficiente?


Qual sua opinião sobre esta e as demais tendências que apresentei? Vou adorar saber sobre ela nos comentários :)


Colaboração Yaundé Narciso,

Jornalista pós-graduada em Gestão da Com. em Mídias Digitais.

© 2020 Agência W2M

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